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Pierre Santos Vilela
Superintendente do INAES

O próximo passo na modernização da agricultura mundial – e claro, a brasileira - é disseminar conhecimento e tecnologias de informação e comunicação que apoiem o crescimento sustentável da oferta de alimentos, com equidade e qualidade.

Sim, precisaremos cada vez mais alimentos, pois a população mundial continua a crescer. Mas, como cresce mais em certas regiões do que em outras, a distribuição equitativa desse alimento também será importante. E esse alimento deve ser seguro (sem riscos, como contaminantes), nutricionalmente adequado e promover saúde e bem-estar.

Há outros desafios a serem superados pelo campo aqui e acolá, que podemos sintetizar em quatro, talvez os maiores, mais claros ou eminentes.

População: as projeções de crescimento da população mundial apontam que, em 2050, teremos cerca de 10,6 bilhões de pessoas no mundo. Em meados de 2017 já éramos 7,6 bilhões. Ou seja, em pouco mais de três décadas serão 40% mais pessoas que temos hoje.

3Com base nisso, a ONU estima que necessitaremos crescer a produção mundial em 70%, para suprir as necessidades de todos. E, ainda, espera-se que o Brasil contribua com pelo menos 40% desse crescimento.

Fome: muito mais que aumentar a oferta, talvez seja prioritário atacarmos dois problemas graves presentes no nosso dia a dia. O primeiro, a fome, que assola 1 bilhão de pessoas mundo afora.

Cerca de 13% da população não têm acesso adequado a alimentos para suprir suas necessidades básicas. Inclusive no Brasil de agricultura tão pujante.

Nos conscientizemos que esse problema não se justifica simplesmente na falta de 

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alimentos. Ao contrário, temos produção e produtos suficientes no mundo para todos. O que não temos é produção bem

 distribuída, porque muitas partes do globo não são aptas a agricultura. E, desta forma, o problema passa a ser geopolítico.

Desperdício: há, ainda, o enorme desperdício de produtos em inúmeras situações. Os cálculos são de que nada menos que 1/3 da produção mundial de alimentos é perdida no longo caminho entre as fazendas e o prato do consumidor.

Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU) apontam que 54% dessas perdas ocorrem na fase inicial do cultivo, passando pela manipulação, pós-colheita e armazenamento. Os 46% restantes são perdidos nas etapas de processamento, distribuição e consumo.

Mudanças climáticas: o clima no mundo virou uma grande incerteza. Padrões 4climatológicos estão se alterando e eventos extremos se intensificando, deixando áreas produtivas sobre constante alerta.

Se estamos falando de um novo padrão ou se não passa de um ciclo temporário, como os já vividos em outros momentos, não cabe aqui discutir. O fato é que produzir nessas condições se tornou um desafio bem maior.

Esses quatro macroproblemas mundiais já se configuram como um gigantesco desafio, cuja mitigação geraria benefícios sociais importantes para muitos em várias partes do globo.

Temos que estar atentos, ainda, a agricultura brasileira e suas peculiaridades, para que as iniciativas de inovação tecnológica que estão surgindo sejam adequadas e gerem os resultados esperados. Os empreendedores de startups e outras formas de iniciativas devem ter clareza quanto ao perfil do agricultor e da agricultura, para que seus esforços sejam alocados de forma eficiente e as inovações propostas sejam efetivamente aplicáveis e dissemináveis.

Um dado importante, apesar de defasado, é a concentração da produção em poucas propriedades e produtores. No último Censo Agropecuário, de 2006, apenas 12% dos imóveis recenseados geravam nada menos que 87% do valor bruto da produção (renda bruta) de toda a agropecuária brasileira. Destes, apenas 27 mil imóveis geravam 51% da renda bruta. Uma enorme concentração de renda em poucas propriedades agrícolas. Tínhamos, então, nos outros 88% de imóveis apenas 13% da renda de todo o setor.

A enorme maioria dos produtores situam-se, portanto, no que chamamos de médios e pequenos. Uma boa parte deles alijada das grandes oportunidades do propalado agronegócio e das exportações.

Há culturas importantes no país, que inclusive participam do mercado internacional, onde há predomínio de pequenos e médios produtores e os grandes são exceção. Pode-se citar o café e a fruticultura, dentre outras. Acreditamos que aqui, para impulso à nova agricultura digital, o maior desafio é fazer chegar essas inovações a esse público. Termos serviços e produtos inovadores, práticos e adequados a esse perfil, com custos também acessíveis. Falamos de milhões de produtores. O maior mercado.

Havendo oportunidade de demonstrar os benefícios das novas tecnologias a esse público, a próxima tarefa será desmistificar a tecnologia, driblando limitações culturais.

Ou seja, há um enorme esforço a ser feito para digitalizar toda a agricultura, não deixando de fora milhões de produtores rurais envolvidos nas mais diversas atividades, de norte a sul do país. É com esse intuito que o Sistema FAEMG criou o NovoAgro 4.0: gerar oportunidades para todos produtores mineiros de participar da nova era da agricultura digital.

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